sexta-feira, julho 09, 2004
O Euro 2004 e a Alma Portuguesa
Confesso que antes do Euro 2004 mantinha uma atitude céptica em relação aos milhões de euros investidos nos 10 novos estádios de futebol. Na minha lógica de economista, as dificuldades económicas do País não se compadeciam com os investimentos avultados nos estádios, que trariam reduzidos benefícios futuros para Portugal.
Estava errado. O Euro 2004, mais que a Expo 98, trouxe-nos de novo a alma e o orgulho de ser Português. E isso não tem preço.
Pela primeira vez, os Portugueses mobilizaram-se por uma causa nacional. A pretexto do futebol, as ruas encheram-se de bandeiras nacionais, os Portugueses reaprenderam o hino, vestiram-se e pintaram-se de verde e vermelho, vibraram com cada golo marcado pela selecção e gritaram bem alto o nome de Portugal.
Deixámos e deixaram de nos encarar como um pequeno País periférico e relativamente pobre do continente europeu. Passámos a ser o centro da Europa unida pelo desporto.
Acreditámos que era possível. E foi possível.
De sonho em sonho, derrotámos selecções de nível internacional e alcançámos a grande final. No jogo decisivo, os deuses deviam estar loucos. Perdemos o jogo mas a vitória foi nossa. Festejámos a nossa selecção, a organização do melhor campeonato europeu de futebol de sempre e a redescoberta do nosso patriotismo e auto-estima.
Muitas das bandeiras nacionais continuam desfraldadas nas casas dos Portugueses. A semente do orgulho nacional foi lançada, pegou e em breve dará os seus frutos.
Agora, resta-nos agradecer à selecção e ao seu treinador por nos terem despertado da apatia da vida quotidiana. Resta-nos canalizar o ânimo redobrado para as grandes causas nacionais: a melhoria da educação, dos cuidados de saúde e o aumento da produtividade e competitividade da nossa economia.
Mobilizados, motivados e unidos, tal como durante as quatro semanas do Euro 2004, alcançaremos a vitória suprema: a construção de um Portugal cada vez melhor!
Publicado em Jornal do Montijo, 09/07/2004
Estava errado. O Euro 2004, mais que a Expo 98, trouxe-nos de novo a alma e o orgulho de ser Português. E isso não tem preço.
Pela primeira vez, os Portugueses mobilizaram-se por uma causa nacional. A pretexto do futebol, as ruas encheram-se de bandeiras nacionais, os Portugueses reaprenderam o hino, vestiram-se e pintaram-se de verde e vermelho, vibraram com cada golo marcado pela selecção e gritaram bem alto o nome de Portugal.
Deixámos e deixaram de nos encarar como um pequeno País periférico e relativamente pobre do continente europeu. Passámos a ser o centro da Europa unida pelo desporto.
Acreditámos que era possível. E foi possível.
De sonho em sonho, derrotámos selecções de nível internacional e alcançámos a grande final. No jogo decisivo, os deuses deviam estar loucos. Perdemos o jogo mas a vitória foi nossa. Festejámos a nossa selecção, a organização do melhor campeonato europeu de futebol de sempre e a redescoberta do nosso patriotismo e auto-estima.
Muitas das bandeiras nacionais continuam desfraldadas nas casas dos Portugueses. A semente do orgulho nacional foi lançada, pegou e em breve dará os seus frutos.
Agora, resta-nos agradecer à selecção e ao seu treinador por nos terem despertado da apatia da vida quotidiana. Resta-nos canalizar o ânimo redobrado para as grandes causas nacionais: a melhoria da educação, dos cuidados de saúde e o aumento da produtividade e competitividade da nossa economia.
Mobilizados, motivados e unidos, tal como durante as quatro semanas do Euro 2004, alcançaremos a vitória suprema: a construção de um Portugal cada vez melhor!
Publicado em Jornal do Montijo, 09/07/2004
Comments:
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Em primeiro lugar quero saúdar todos os demais que tiverem acesso ao conteúdo desta discussão.
Em segundo lugar cumprimentar distintivamente o Presidente da JSD - Juventude Social Democrata - Pedro Ladislau de Sousa, pelo seu primeiro artigo. Gostei particularmente do que escreveu quando referiu o crescente orgulho dos portugueses por este pedaçinho de terra, aqui tão distante e, por vezes (demasiadas no meu entender) tão esquecida. De facto, a "alma" portuguesa levantou-se por este país fora, caricaturizada em cada região, cada família, cada ser cujo sangue que lhe corre nas veias se chama português
Cláudia Dias
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Em segundo lugar cumprimentar distintivamente o Presidente da JSD - Juventude Social Democrata - Pedro Ladislau de Sousa, pelo seu primeiro artigo. Gostei particularmente do que escreveu quando referiu o crescente orgulho dos portugueses por este pedaçinho de terra, aqui tão distante e, por vezes (demasiadas no meu entender) tão esquecida. De facto, a "alma" portuguesa levantou-se por este país fora, caricaturizada em cada região, cada família, cada ser cujo sangue que lhe corre nas veias se chama português
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