sexta-feira, dezembro 24, 2004
Feliz Natal!
quinta-feira, dezembro 23, 2004
A Tempestade Política
De tudo o que se tem dito e escrito sobre os conturbados tempos políticos em que vivemos, sugiro 2 leituras:
1. O que faria Sá Carneiro, de Vasco Graça Moura no DN de 22/12/04
2. A IV República, de T. Galego no Blog 'O Quinto Império'
A primeira, com a descrição de uma resposta à altura da decisão de Jorge Sampaio.
A segunda, com uma lúcida reflexão sobre as consequências e as soluções que nos restam para credibilizar o sistema político.
1. O que faria Sá Carneiro, de Vasco Graça Moura no DN de 22/12/04
2. A IV República, de T. Galego no Blog 'O Quinto Império'
A primeira, com a descrição de uma resposta à altura da decisão de Jorge Sampaio.
A segunda, com uma lúcida reflexão sobre as consequências e as soluções que nos restam para credibilizar o sistema político.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
A Decisão de Sampaio
Nunca votei em Jorge Sampaio mas tenho aprendido a admirar a sua forma ponderada e o bom senso na tomada de decisões. Até agora.
Desta vez o Presidente capitulou perante o lobby dos media e da esquerda política irresponsável. Deixou-se levar pelas emoções. Tomou a nuvem por Juno, confundiu as notícias sensacionalistas e as intrigas políticas com o trabalho sério do Governo, e convocou eleições antecipadas.
Está no seu direito e não o critico por isso. É uma decisão política que a Constituição lhe confere e pela qual a História o julgará.
O que penso é que o timming não poderia ter sido pior.
Portugal acabou de atravessar a pior crise económica desde o 25 de Abril. Os sinais da recuperação económica são ainda frágeis no nosso País e a situação nos restantes países da União Europeia e das maiores economias mundiais não é encorajadora.
Objectivamente, a decisão do Presidente paralisa o sector público e, por arrastamento todo o sector privado.
A posição do Governo será, no mínimo, desconfortável durante a votação do Orçamento para 2005. As negociações salariais com os parceiros sociais serão feridas de legitimidade. Muito provavelmente o País voltará a viver a realidade dos duodécimos e a necessidade de apresentação de um orçamento rectificativo após os primeiros meses de 2005. As decisões de investimento público serão congeladas até ao novo Governo tomar posse.
Andaremos todos a marcar passo quando deveríamos estar em velocidade de cruzeiro. Entretanto, o circo político está de volta.
A campanha voltará às ruas de Norte a Sul do País. O dinheiro que deveria ser utilizado em investimento para a melhoria do nível de vida das populações será esbanjado em brindes e ofertas para os apoiantes dos partidos. Teremos de novo a luta partidária e re-iniciaremos debates inúteis quando o tempo é de agir! Os problemas das populações continuarão por resolver…
Este Governo passará a ser o terceiro num período de 2 anos e meio que não termina a legislatura.
Primeiro foi António Guterres que, por vontade própria, abandonou o País. Depois, Durão Barroso que aceitou o convite para Presidente da Comissão Europeia. E agora, Santana Lopes que se vê impossibilitado, por vontade do Presidente, de continuar o seu trabalho.
Onde é que esta situação nos levará. Será que voltaremos ao período do PREC ou da 1ª República em que os Governos duravam meses?
O País precisa é de estabilidade e de condições para produzir riqueza.
Pessoalmente, considero que apesar de ter cometido alguns erros políticos, o Governo de Santana Lopes tinha condições para continuar.
A maioria parlamentar PSD/CDS-PP continua estável no apoio ao Governo. Têm sido levadas a cabo reformas importantes e, muitas vezes impopulares, como são exemplo a nova Lei do Arrendamento e o fim das auto-estradas sem custos para o utilizador. Tem sido prosseguida a linha de orientação do anterior Governo, nomeadamente no que diz respeito à consolidação orçamental.
Contudo, também sei que o PSD está pronto para enfrentar estas eleições antecipadas. Decerto que partiremos para estas eleições com o sentido do dever cumprido e demonstraremos com o nosso espírito combativo, que continuamos a ser a melhor opção para governar Portugal.
Porque aqueles que fizeram parte do problema até há bem pouco tempo no Governo do Eng. Guterres, não podem agora assobiar para o lado e dizer que têm as melhores soluções.
Esperemos, pelo menos, que este compasso de espera imposto pelo Presidente sirva para afastar os maus políticos e trazer uma lufada de ar fresco à política em Portugal. Se não, é mesmo tempo perdido!
Desta vez o Presidente capitulou perante o lobby dos media e da esquerda política irresponsável. Deixou-se levar pelas emoções. Tomou a nuvem por Juno, confundiu as notícias sensacionalistas e as intrigas políticas com o trabalho sério do Governo, e convocou eleições antecipadas.
Está no seu direito e não o critico por isso. É uma decisão política que a Constituição lhe confere e pela qual a História o julgará.
O que penso é que o timming não poderia ter sido pior.
Portugal acabou de atravessar a pior crise económica desde o 25 de Abril. Os sinais da recuperação económica são ainda frágeis no nosso País e a situação nos restantes países da União Europeia e das maiores economias mundiais não é encorajadora.
Objectivamente, a decisão do Presidente paralisa o sector público e, por arrastamento todo o sector privado.
A posição do Governo será, no mínimo, desconfortável durante a votação do Orçamento para 2005. As negociações salariais com os parceiros sociais serão feridas de legitimidade. Muito provavelmente o País voltará a viver a realidade dos duodécimos e a necessidade de apresentação de um orçamento rectificativo após os primeiros meses de 2005. As decisões de investimento público serão congeladas até ao novo Governo tomar posse.
Andaremos todos a marcar passo quando deveríamos estar em velocidade de cruzeiro. Entretanto, o circo político está de volta.
A campanha voltará às ruas de Norte a Sul do País. O dinheiro que deveria ser utilizado em investimento para a melhoria do nível de vida das populações será esbanjado em brindes e ofertas para os apoiantes dos partidos. Teremos de novo a luta partidária e re-iniciaremos debates inúteis quando o tempo é de agir! Os problemas das populações continuarão por resolver…
Este Governo passará a ser o terceiro num período de 2 anos e meio que não termina a legislatura.
Primeiro foi António Guterres que, por vontade própria, abandonou o País. Depois, Durão Barroso que aceitou o convite para Presidente da Comissão Europeia. E agora, Santana Lopes que se vê impossibilitado, por vontade do Presidente, de continuar o seu trabalho.
Onde é que esta situação nos levará. Será que voltaremos ao período do PREC ou da 1ª República em que os Governos duravam meses?
O País precisa é de estabilidade e de condições para produzir riqueza.
Pessoalmente, considero que apesar de ter cometido alguns erros políticos, o Governo de Santana Lopes tinha condições para continuar.
A maioria parlamentar PSD/CDS-PP continua estável no apoio ao Governo. Têm sido levadas a cabo reformas importantes e, muitas vezes impopulares, como são exemplo a nova Lei do Arrendamento e o fim das auto-estradas sem custos para o utilizador. Tem sido prosseguida a linha de orientação do anterior Governo, nomeadamente no que diz respeito à consolidação orçamental.
Contudo, também sei que o PSD está pronto para enfrentar estas eleições antecipadas. Decerto que partiremos para estas eleições com o sentido do dever cumprido e demonstraremos com o nosso espírito combativo, que continuamos a ser a melhor opção para governar Portugal.
Porque aqueles que fizeram parte do problema até há bem pouco tempo no Governo do Eng. Guterres, não podem agora assobiar para o lado e dizer que têm as melhores soluções.
Esperemos, pelo menos, que este compasso de espera imposto pelo Presidente sirva para afastar os maus políticos e trazer uma lufada de ar fresco à política em Portugal. Se não, é mesmo tempo perdido!


