quinta-feira, agosto 05, 2004
A Desunião do PS no Montijo
Por Nuno Ferrão
Deputado Municipal do PSD - Independente
Nas últimas eleições autárquicas, em 2001, os munícipes deram ao PS uma clara maioria para governar os destinos do nosso concelho por mais 4 anos.
A inegável diferença, para melhor, do executivo liderado pela Dra. Maria Amélia Antunes, face à gestão da CDU até 1997, aliado às avultadas receitas provenientes dos numerosos projectos imobiliários que se desenvolveram no Montijo, após a inauguração da Ponte Vasco da Gama em 1998 - que permitiram realizar alguns investimentos durante esse mandato do PS - estão na origem dessa vitória do PS em 2001.
Mas a partir de 2002 a situação do nosso Concelho alterou-se completamente.
Por um lado, a descida significativa das receitas do sector imobiliário - que só a Câmara não soube prever - e as profundas divergências do PS Montijo, levaram a que o actual mandato autárquico esteja muito aquém do anterior e se paute por uma desilusão em termos de novos investimentos.
Por outro lado, o recente artigo do líder local do PS referindo que a "Assembleia (Municipal) tem fugido a discutir assuntos polémicos" é o reconhecimento da incapacidade do próprio PS em gerir o Concelho.
De facto, é bom recordar que a Mesa da Assembleia Municipal é constituída, na íntegra, por eleitos do PS. Além disso, dos 21 representantes das diversas forças partidárias, 12 pertencem ao PS.
Por isso, se a Assembleia não discute alguns assuntos, essa responsabilidade é, em primeira linha, do PS do Montijo.
Se José Bastos quer discutir assuntos polémicos na Assembleia Municipal porque é que não os propõe através da bancada do seu partido? Será que não há sintonia entre os eleitos do PS na Assembleia e na Comissão Política local?
Todos sabemos que o PS está completamente dividido e desunido na nossa cidade. Isso vê-se, quer nas truculentas reuniões de Câmara onde os eleitos do PS se ofendem mutuamente, quer na Assembleia Municipal onde vários líderes e deputados do PS abandonaram funções em desacordo com os seus pares.
A actual bancada do PS resume-se ao seu esforçado líder e a um experiente deputado. São as únicas faces visíveis de um conjunto de 12 cidadãos do nosso Concelho.
A oposição, somente com 9 deputados, tem constantemente 4 ou 5 eleitos a intervir sobre as várias matérias em discussão. E penso que não será imodesto dizer que a bancada do PSD tem sido aquela que mais tem trabalhado no sentido de esclarecer, discutir e propor soluções para alguns dos problemas que assolam o nosso município.
Publicado em "Notícias do Montijo", 22 de Julho de 2004.
Deputado Municipal do PSD - Independente
Nas últimas eleições autárquicas, em 2001, os munícipes deram ao PS uma clara maioria para governar os destinos do nosso concelho por mais 4 anos.
A inegável diferença, para melhor, do executivo liderado pela Dra. Maria Amélia Antunes, face à gestão da CDU até 1997, aliado às avultadas receitas provenientes dos numerosos projectos imobiliários que se desenvolveram no Montijo, após a inauguração da Ponte Vasco da Gama em 1998 - que permitiram realizar alguns investimentos durante esse mandato do PS - estão na origem dessa vitória do PS em 2001.
Mas a partir de 2002 a situação do nosso Concelho alterou-se completamente.
Por um lado, a descida significativa das receitas do sector imobiliário - que só a Câmara não soube prever - e as profundas divergências do PS Montijo, levaram a que o actual mandato autárquico esteja muito aquém do anterior e se paute por uma desilusão em termos de novos investimentos.
Por outro lado, o recente artigo do líder local do PS referindo que a "Assembleia (Municipal) tem fugido a discutir assuntos polémicos" é o reconhecimento da incapacidade do próprio PS em gerir o Concelho.
De facto, é bom recordar que a Mesa da Assembleia Municipal é constituída, na íntegra, por eleitos do PS. Além disso, dos 21 representantes das diversas forças partidárias, 12 pertencem ao PS.
Por isso, se a Assembleia não discute alguns assuntos, essa responsabilidade é, em primeira linha, do PS do Montijo.
Se José Bastos quer discutir assuntos polémicos na Assembleia Municipal porque é que não os propõe através da bancada do seu partido? Será que não há sintonia entre os eleitos do PS na Assembleia e na Comissão Política local?
Todos sabemos que o PS está completamente dividido e desunido na nossa cidade. Isso vê-se, quer nas truculentas reuniões de Câmara onde os eleitos do PS se ofendem mutuamente, quer na Assembleia Municipal onde vários líderes e deputados do PS abandonaram funções em desacordo com os seus pares.
A actual bancada do PS resume-se ao seu esforçado líder e a um experiente deputado. São as únicas faces visíveis de um conjunto de 12 cidadãos do nosso Concelho.
A oposição, somente com 9 deputados, tem constantemente 4 ou 5 eleitos a intervir sobre as várias matérias em discussão. E penso que não será imodesto dizer que a bancada do PSD tem sido aquela que mais tem trabalhado no sentido de esclarecer, discutir e propor soluções para alguns dos problemas que assolam o nosso município.
Publicado em "Notícias do Montijo", 22 de Julho de 2004.

