quarta-feira, dezembro 01, 2004
A Decisão de Sampaio
Nunca votei em Jorge Sampaio mas tenho aprendido a admirar a sua forma ponderada e o bom senso na tomada de decisões. Até agora.
Desta vez o Presidente capitulou perante o lobby dos media e da esquerda política irresponsável. Deixou-se levar pelas emoções. Tomou a nuvem por Juno, confundiu as notícias sensacionalistas e as intrigas políticas com o trabalho sério do Governo, e convocou eleições antecipadas.
Está no seu direito e não o critico por isso. É uma decisão política que a Constituição lhe confere e pela qual a História o julgará.
O que penso é que o timming não poderia ter sido pior.
Portugal acabou de atravessar a pior crise económica desde o 25 de Abril. Os sinais da recuperação económica são ainda frágeis no nosso País e a situação nos restantes países da União Europeia e das maiores economias mundiais não é encorajadora.
Objectivamente, a decisão do Presidente paralisa o sector público e, por arrastamento todo o sector privado.
A posição do Governo será, no mínimo, desconfortável durante a votação do Orçamento para 2005. As negociações salariais com os parceiros sociais serão feridas de legitimidade. Muito provavelmente o País voltará a viver a realidade dos duodécimos e a necessidade de apresentação de um orçamento rectificativo após os primeiros meses de 2005. As decisões de investimento público serão congeladas até ao novo Governo tomar posse.
Andaremos todos a marcar passo quando deveríamos estar em velocidade de cruzeiro. Entretanto, o circo político está de volta.
A campanha voltará às ruas de Norte a Sul do País. O dinheiro que deveria ser utilizado em investimento para a melhoria do nível de vida das populações será esbanjado em brindes e ofertas para os apoiantes dos partidos. Teremos de novo a luta partidária e re-iniciaremos debates inúteis quando o tempo é de agir! Os problemas das populações continuarão por resolver…
Este Governo passará a ser o terceiro num período de 2 anos e meio que não termina a legislatura.
Primeiro foi António Guterres que, por vontade própria, abandonou o País. Depois, Durão Barroso que aceitou o convite para Presidente da Comissão Europeia. E agora, Santana Lopes que se vê impossibilitado, por vontade do Presidente, de continuar o seu trabalho.
Onde é que esta situação nos levará. Será que voltaremos ao período do PREC ou da 1ª República em que os Governos duravam meses?
O País precisa é de estabilidade e de condições para produzir riqueza.
Pessoalmente, considero que apesar de ter cometido alguns erros políticos, o Governo de Santana Lopes tinha condições para continuar.
A maioria parlamentar PSD/CDS-PP continua estável no apoio ao Governo. Têm sido levadas a cabo reformas importantes e, muitas vezes impopulares, como são exemplo a nova Lei do Arrendamento e o fim das auto-estradas sem custos para o utilizador. Tem sido prosseguida a linha de orientação do anterior Governo, nomeadamente no que diz respeito à consolidação orçamental.
Contudo, também sei que o PSD está pronto para enfrentar estas eleições antecipadas. Decerto que partiremos para estas eleições com o sentido do dever cumprido e demonstraremos com o nosso espírito combativo, que continuamos a ser a melhor opção para governar Portugal.
Porque aqueles que fizeram parte do problema até há bem pouco tempo no Governo do Eng. Guterres, não podem agora assobiar para o lado e dizer que têm as melhores soluções.
Esperemos, pelo menos, que este compasso de espera imposto pelo Presidente sirva para afastar os maus políticos e trazer uma lufada de ar fresco à política em Portugal. Se não, é mesmo tempo perdido!
Desta vez o Presidente capitulou perante o lobby dos media e da esquerda política irresponsável. Deixou-se levar pelas emoções. Tomou a nuvem por Juno, confundiu as notícias sensacionalistas e as intrigas políticas com o trabalho sério do Governo, e convocou eleições antecipadas.
Está no seu direito e não o critico por isso. É uma decisão política que a Constituição lhe confere e pela qual a História o julgará.
O que penso é que o timming não poderia ter sido pior.
Portugal acabou de atravessar a pior crise económica desde o 25 de Abril. Os sinais da recuperação económica são ainda frágeis no nosso País e a situação nos restantes países da União Europeia e das maiores economias mundiais não é encorajadora.
Objectivamente, a decisão do Presidente paralisa o sector público e, por arrastamento todo o sector privado.
A posição do Governo será, no mínimo, desconfortável durante a votação do Orçamento para 2005. As negociações salariais com os parceiros sociais serão feridas de legitimidade. Muito provavelmente o País voltará a viver a realidade dos duodécimos e a necessidade de apresentação de um orçamento rectificativo após os primeiros meses de 2005. As decisões de investimento público serão congeladas até ao novo Governo tomar posse.
Andaremos todos a marcar passo quando deveríamos estar em velocidade de cruzeiro. Entretanto, o circo político está de volta.
A campanha voltará às ruas de Norte a Sul do País. O dinheiro que deveria ser utilizado em investimento para a melhoria do nível de vida das populações será esbanjado em brindes e ofertas para os apoiantes dos partidos. Teremos de novo a luta partidária e re-iniciaremos debates inúteis quando o tempo é de agir! Os problemas das populações continuarão por resolver…
Este Governo passará a ser o terceiro num período de 2 anos e meio que não termina a legislatura.
Primeiro foi António Guterres que, por vontade própria, abandonou o País. Depois, Durão Barroso que aceitou o convite para Presidente da Comissão Europeia. E agora, Santana Lopes que se vê impossibilitado, por vontade do Presidente, de continuar o seu trabalho.
Onde é que esta situação nos levará. Será que voltaremos ao período do PREC ou da 1ª República em que os Governos duravam meses?
O País precisa é de estabilidade e de condições para produzir riqueza.
Pessoalmente, considero que apesar de ter cometido alguns erros políticos, o Governo de Santana Lopes tinha condições para continuar.
A maioria parlamentar PSD/CDS-PP continua estável no apoio ao Governo. Têm sido levadas a cabo reformas importantes e, muitas vezes impopulares, como são exemplo a nova Lei do Arrendamento e o fim das auto-estradas sem custos para o utilizador. Tem sido prosseguida a linha de orientação do anterior Governo, nomeadamente no que diz respeito à consolidação orçamental.
Contudo, também sei que o PSD está pronto para enfrentar estas eleições antecipadas. Decerto que partiremos para estas eleições com o sentido do dever cumprido e demonstraremos com o nosso espírito combativo, que continuamos a ser a melhor opção para governar Portugal.
Porque aqueles que fizeram parte do problema até há bem pouco tempo no Governo do Eng. Guterres, não podem agora assobiar para o lado e dizer que têm as melhores soluções.
Esperemos, pelo menos, que este compasso de espera imposto pelo Presidente sirva para afastar os maus políticos e trazer uma lufada de ar fresco à política em Portugal. Se não, é mesmo tempo perdido!
Comments:
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Quanto ao teu artigo, já li. É que eu, como qualquer socióloga que se preze, sou uma moça de esquerda (da esquerda responsável...) e embora tenha o maior respeito pelo PSD como partido, não consigo ter respeito absolutamente nenhum pelo PSL e pelo circo em que ele transformou a governação do país. Por isso, apesar de concordar que o timing não é o melhor (quando é que o é?), a única coisa que me preocupa é mesmo não estar cá para votar...
Beijinhos e diz qualquer coisa
Susana
Beijinhos e diz qualquer coisa
Susana
Apesar de não estar plenamente de acordo com o que acabaste de referir, nomeadeamente quanto à qualidade da prestação política de PSL, acho que está uma análise clara, sucinta e solidamente argumentada. Parabéns e fico à espera de ser novamente brindado com "pérolas" dessa qualidade intelectual! Frederico B. Paiva
Gostei da análise, tens razão principalmente quando dizes que a decisão paralisa o sector público e privado por mais não sei quanto tempo. É lixado? É sim senhor, mas pior que isso seria continuar com a feira de vaidades em que se transformou o governo do PSL.
A decisão do Sampaio quanto a mim só peca por tardia. Fui um dos muitos que pedia a convocação de eleições antecipadas logo em Julho! De um homem que NUNCA (e friso bem o NUNCA) terminou um mandato em cargos políticos não se pode esperar que governe um país em condições. Os sinais de desgoverno que mais tarde foram sendo confirmados já eram claros nessa altura.
Para terminar, deixa-me dizer que não sou socialista, tens toda a razão quando dizes que o PS não tem moral para apontar o dedo. Regra geral, estou desolado pela falta de qualidade generalizada dos nossos políticos (como mto bem disse o cavaco). Agora...Faz-me impressão que muito bom militante do PSD (como tu me pareces ser...) tenha o desplante de defender um PSL invocando a "estabilidade" ou o "carisma político" do dito senhor.
A suposta estabilidade de nada serve se andarmos sistematicamente a alienar responsabilidades, como este governo fez em diversas ocasiões - ex. mais flagrante: caso Compta. Mais, tomaram-se decisões duvidosas e perigosas para o futuro - desinvestimento na educação e saúde - o que não augurava nada de bom quanto à capacidade deste governo. A dissolução implica um atraso de mais 3 meses nas contas do país?!? Implica sim senhor, se calhar até mais que isso, mas antes um atraso momentâneo do que um estrutural de 2 anos...
...o pior é não haver alternativas...
Abraço, João Peixoto
A decisão do Sampaio quanto a mim só peca por tardia. Fui um dos muitos que pedia a convocação de eleições antecipadas logo em Julho! De um homem que NUNCA (e friso bem o NUNCA) terminou um mandato em cargos políticos não se pode esperar que governe um país em condições. Os sinais de desgoverno que mais tarde foram sendo confirmados já eram claros nessa altura.
Para terminar, deixa-me dizer que não sou socialista, tens toda a razão quando dizes que o PS não tem moral para apontar o dedo. Regra geral, estou desolado pela falta de qualidade generalizada dos nossos políticos (como mto bem disse o cavaco). Agora...Faz-me impressão que muito bom militante do PSD (como tu me pareces ser...) tenha o desplante de defender um PSL invocando a "estabilidade" ou o "carisma político" do dito senhor.
A suposta estabilidade de nada serve se andarmos sistematicamente a alienar responsabilidades, como este governo fez em diversas ocasiões - ex. mais flagrante: caso Compta. Mais, tomaram-se decisões duvidosas e perigosas para o futuro - desinvestimento na educação e saúde - o que não augurava nada de bom quanto à capacidade deste governo. A dissolução implica um atraso de mais 3 meses nas contas do país?!? Implica sim senhor, se calhar até mais que isso, mas antes um atraso momentâneo do que um estrutural de 2 anos...
...o pior é não haver alternativas...
Abraço, João Peixoto
Pediste comentários, eu dou o meu. Começo por afirmar que não foi preciso ler muitas linhas do teu artigo para perceber claramente quais as tuas
convicções políticas e os objectivos deste artigo.
Continuo dizendo-te que discordo totalmente com muitas das coisas que disseste (desta talvez não
estavas à espera....). A altura pode não ser a melhor mas por outro lado, sim, tiro o meu chapéu
(hoje -de-chuva) à coragem política que este governo teve em algumas medidas adoptadas, como o fim das SCUTS e a nova lei do arrendamento, mas será que não estava a ser "entropia" a mais nas restantes atitudes? Um mão de ferro a bater na mesa, claro que sim! Um mão de ferro a fazer claras em castelo, claro que não!
O Presidente Jorge Sampaio, quando aceitou dar continuidade a um governo
PSD, fê-lo com a condição da manutenção das políticas adoptadas pelo governo de saída e temos de admitir que isso não se verificou. Foram várias as
"ginásticas" feitas, que à primeira vista parecem medidas populares, mas que depois de analisadas acabam por demonstrar-se medidas populares descabidas
(ajudar a aumentar a natalidade, diminuindo o imposto sobre as fraldas!!!???)
O momento escolhido é mau, mas tinha de ser. Muitos estavamos fartos de aturar um governo sem coerência, com infinitas picardias internas, liderado
por um Primeiro Ministro que simplesmente não dominava o chicote! Em tempos de crise são necessários líderes fortes e convictos e não personagens mais
empenhadas no reconhecimento pessoal que na evolução do país...
O que virá? Espero que tudo isto ser resolva rapidamente e que uma alternativa forte seja encontrada.
Pedro, cuidado, nota uma coisa, estou
contra ESTE governo, e ESTAS pessoas. As ideologias que estão no fundo delas e defendidas pelos fundadores dos partidos têm todo o meu apoio, mas em política não bastam "políticas", é necessário haver "pessoas" competentes para as pôr a andar.
Há anos que levanto as minhas mãos aos céus e peço: "Senhor, para quando uma direita como deve de ser?"
Apesar de tudo, parabéns pelo artigo e continua o bom trabalho.
Pedro Studer
convicções políticas e os objectivos deste artigo.
Continuo dizendo-te que discordo totalmente com muitas das coisas que disseste (desta talvez não
estavas à espera....). A altura pode não ser a melhor mas por outro lado, sim, tiro o meu chapéu
(hoje -de-chuva) à coragem política que este governo teve em algumas medidas adoptadas, como o fim das SCUTS e a nova lei do arrendamento, mas será que não estava a ser "entropia" a mais nas restantes atitudes? Um mão de ferro a bater na mesa, claro que sim! Um mão de ferro a fazer claras em castelo, claro que não!
O Presidente Jorge Sampaio, quando aceitou dar continuidade a um governo
PSD, fê-lo com a condição da manutenção das políticas adoptadas pelo governo de saída e temos de admitir que isso não se verificou. Foram várias as
"ginásticas" feitas, que à primeira vista parecem medidas populares, mas que depois de analisadas acabam por demonstrar-se medidas populares descabidas
(ajudar a aumentar a natalidade, diminuindo o imposto sobre as fraldas!!!???)
O momento escolhido é mau, mas tinha de ser. Muitos estavamos fartos de aturar um governo sem coerência, com infinitas picardias internas, liderado
por um Primeiro Ministro que simplesmente não dominava o chicote! Em tempos de crise são necessários líderes fortes e convictos e não personagens mais
empenhadas no reconhecimento pessoal que na evolução do país...
O que virá? Espero que tudo isto ser resolva rapidamente e que uma alternativa forte seja encontrada.
Pedro, cuidado, nota uma coisa, estou
contra ESTE governo, e ESTAS pessoas. As ideologias que estão no fundo delas e defendidas pelos fundadores dos partidos têm todo o meu apoio, mas em política não bastam "políticas", é necessário haver "pessoas" competentes para as pôr a andar.
Há anos que levanto as minhas mãos aos céus e peço: "Senhor, para quando uma direita como deve de ser?"
Apesar de tudo, parabéns pelo artigo e continua o bom trabalho.
Pedro Studer
Não podia discordar mais do artigo de Pedro Ladislau! Leio nele o tipo de politiquice mesquinha, de jogo partidário rasteiro, de esquemas de bastidores dos agarrados ao poder que me habituei a identificar em certa classe política - de direita e de esquerda.
Senão vejamos:
- atribui-se a decisão do PR à pressão dos media e da esquerda política irresponsável: esquecer-se-á Ladislau das opiniões, pouco contidas, de Pacheco Pereira, de Marcelo Rebelo de Sousa, de Marques Mendes, de Cavaco Silva e do silêncio, no mínimo incómodo, de outras personalidades de direita (maxime Manuela Ferreira Leite)?
- diz-se que o timming é mau: mau seria deixar andar. Diz o povo que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje e se o timming da decisão não é o ideal, pecará apenas por tardio;
- afirma-se que se assistirá a paralisia do setor público e privado: numa altura em que são os próprios dirigentes, de associações sindicais e patronais, num gesto de rara unanimidade, que aplaudem a decisão de Sampaio!;
- as decisões serão congeladas, nomeadamente as de investimentos: este tipo de decisões, de longo prazo, enfermam a vida de um país e são de difícil correcção. Dada a amostra de 4 meses, perdoe-me se considero que mais vale adiar decisões do que tomar más decisões, dom que este Governo parecia ter;
- e mais se dirá...
Senão vejamos:
- atribui-se a decisão do PR à pressão dos media e da esquerda política irresponsável: esquecer-se-á Ladislau das opiniões, pouco contidas, de Pacheco Pereira, de Marcelo Rebelo de Sousa, de Marques Mendes, de Cavaco Silva e do silêncio, no mínimo incómodo, de outras personalidades de direita (maxime Manuela Ferreira Leite)?
- diz-se que o timming é mau: mau seria deixar andar. Diz o povo que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje e se o timming da decisão não é o ideal, pecará apenas por tardio;
- afirma-se que se assistirá a paralisia do setor público e privado: numa altura em que são os próprios dirigentes, de associações sindicais e patronais, num gesto de rara unanimidade, que aplaudem a decisão de Sampaio!;
- as decisões serão congeladas, nomeadamente as de investimentos: este tipo de decisões, de longo prazo, enfermam a vida de um país e são de difícil correcção. Dada a amostra de 4 meses, perdoe-me se considero que mais vale adiar decisões do que tomar más decisões, dom que este Governo parecia ter;
- e mais se dirá...
- continuando...
- avança-se que o circo político está de volta: circo será mesmo a expressão mais correcta para traduzir o que ocorreu nos últimos 4 meses, só faltando mesmo a mulher barbuda!
- em campanhas eleitoriais será esbanjado o dinheiro em brindes e ofertas: não pode ser essa a justificação para a não realização de eleições tão importantes. Digo mesmo que se os brindes e ofertas vão para o povo, antes para ele do que para as Pimpinhas e os Gonçalos que assessoravam, sem valor que se visse, este Governo...
- um aparte: com que então Guterres abandonou o país e Durão "aceitou o convite"...
- quanto à perda de estabilidade necessária, penso que já tudo foi dito quanto à instabilidade permanente de Santana Lopes e da sua entourage pessoal, e por vozes bem mais respeitáveis.
- quanto às reformas realizadas, concordo que a Lei do Arrendamento e a cobrança das SCUT são marcos (embora discutíveis). Mostram obra. São contudo heranças do barrosismo a que este Governo deu continuidade.
- não haverá alternativas na esquerda. Talvez não, mas há-as certamente na direita. Com Pacheco Pereira e Macário Correira junto o apelo ao D.Sebastião dos nossos tempos.
- finalmente, refere-se que a decisão de Sampaio poderá ajudar a afastar os maus políticos: mau! então mas eles não eram bons (ou serão os políticos da oposição que serão afastados?)?
- avança-se que o circo político está de volta: circo será mesmo a expressão mais correcta para traduzir o que ocorreu nos últimos 4 meses, só faltando mesmo a mulher barbuda!
- em campanhas eleitoriais será esbanjado o dinheiro em brindes e ofertas: não pode ser essa a justificação para a não realização de eleições tão importantes. Digo mesmo que se os brindes e ofertas vão para o povo, antes para ele do que para as Pimpinhas e os Gonçalos que assessoravam, sem valor que se visse, este Governo...
- um aparte: com que então Guterres abandonou o país e Durão "aceitou o convite"...
- quanto à perda de estabilidade necessária, penso que já tudo foi dito quanto à instabilidade permanente de Santana Lopes e da sua entourage pessoal, e por vozes bem mais respeitáveis.
- quanto às reformas realizadas, concordo que a Lei do Arrendamento e a cobrança das SCUT são marcos (embora discutíveis). Mostram obra. São contudo heranças do barrosismo a que este Governo deu continuidade.
- não haverá alternativas na esquerda. Talvez não, mas há-as certamente na direita. Com Pacheco Pereira e Macário Correira junto o apelo ao D.Sebastião dos nossos tempos.
- finalmente, refere-se que a decisão de Sampaio poderá ajudar a afastar os maus políticos: mau! então mas eles não eram bons (ou serão os políticos da oposição que serão afastados?)?
Concordo com a tua analise, embora seja ainda mais critico que tu. Não tem timing, não tem justificação e não têm fundamento.
Não é novidade para ninguém que o nosso pais está a caminho do abismo (eu admito que PSL tem alguma culpa) mas quem tem a verdadeira culpa são os portugueses. Como é possível um pais que sabe que está na bancarrota não queira fazer reformas estruturais? Como só se fazem greves para se exigir mais e mais? Como é que se criticava tanto a MFL e agora toda a gente a quer de volta?
Os portugueses sabem que apesar de terem dos salários médios menores da Europa s sua produtividade é tão má que mesmo assim não consegue cobrir esses salários? Os portugueses sabem porque é que TODOS os economistas (os de direita e os mais ao centro-esquerda) são contra este Orçamento de estado? Porque não contem reformas estruturais importantes. Claro que essas reformas estruturais, como a consolidação orçamental quer no lado da receita quer no lado da despesa, o Código de Trabalho (tão criticado lembram-se?), o peso da Função Pública (o governo de Guterres contratou nos seus 6 anos de governo 22 mil funcionários por ano contra uma media de cerca de 5 mil nos outros anos anteriores), etc, etc, não são populistas e trarão dificuldades no curto prazo, mas como dizia o Dr. Augusto Mateus, um economista mais para o centro-esquerda, “eu não quero uma semente, quero uma sementeira!”.
Esta mentalidade é que o português não percebe. O importante é ganhar mais e fazer menos (claro que estou a generalizar, a Nata trabalha que se farta!), o importante é ter agora e privar o futuro, mas podíamos estar mais atentos e reparar num exemplo magnífico que temos mesmo ao nosso lado, a Espanha. Este Pais já teve, há poucos anos, uma taxa de desemprego a volta dos 20% (?!) porque teve que diminuir o peso da Função Publica, adequar o Código do Trabalho, reduzir a despesa aumentar e melhorar a receita e gastar muito dinheiro na qualificação do seu capital humano. Estas medidas originaram despedimentos no imediato (entre outras coisas…), mas quem duvida que Espanha é hoje incomparavelmente mais desenvolvida que Portugal?.
Para mim esta questão é a mais importante, porque e admitindo que o Sampaio não fez um erro (para mim fez) se o próximo governo aparecer com mais medidas populistas, sem coragem e sem estratégia, então continuamos a descer rumo ao abismo. Por isso é que digo é melhor um PSL que um novo governo guterrista, pois este Sócrates é isso mesmo um novo Guterres com “sus muchachos”.
Quero felicitar-te pelos teus artigos e dar-te os parabéns em especial por este.
Um abraço,
Gonçalo Pedro Nunes
P.S.- Pedro, tens toda a razão, o Marocas tinha que ter um presente dos seus 80 anos e o Camarada Sampaio excedeu-se a custa do Pais.
Não é novidade para ninguém que o nosso pais está a caminho do abismo (eu admito que PSL tem alguma culpa) mas quem tem a verdadeira culpa são os portugueses. Como é possível um pais que sabe que está na bancarrota não queira fazer reformas estruturais? Como só se fazem greves para se exigir mais e mais? Como é que se criticava tanto a MFL e agora toda a gente a quer de volta?
Os portugueses sabem que apesar de terem dos salários médios menores da Europa s sua produtividade é tão má que mesmo assim não consegue cobrir esses salários? Os portugueses sabem porque é que TODOS os economistas (os de direita e os mais ao centro-esquerda) são contra este Orçamento de estado? Porque não contem reformas estruturais importantes. Claro que essas reformas estruturais, como a consolidação orçamental quer no lado da receita quer no lado da despesa, o Código de Trabalho (tão criticado lembram-se?), o peso da Função Pública (o governo de Guterres contratou nos seus 6 anos de governo 22 mil funcionários por ano contra uma media de cerca de 5 mil nos outros anos anteriores), etc, etc, não são populistas e trarão dificuldades no curto prazo, mas como dizia o Dr. Augusto Mateus, um economista mais para o centro-esquerda, “eu não quero uma semente, quero uma sementeira!”.
Esta mentalidade é que o português não percebe. O importante é ganhar mais e fazer menos (claro que estou a generalizar, a Nata trabalha que se farta!), o importante é ter agora e privar o futuro, mas podíamos estar mais atentos e reparar num exemplo magnífico que temos mesmo ao nosso lado, a Espanha. Este Pais já teve, há poucos anos, uma taxa de desemprego a volta dos 20% (?!) porque teve que diminuir o peso da Função Publica, adequar o Código do Trabalho, reduzir a despesa aumentar e melhorar a receita e gastar muito dinheiro na qualificação do seu capital humano. Estas medidas originaram despedimentos no imediato (entre outras coisas…), mas quem duvida que Espanha é hoje incomparavelmente mais desenvolvida que Portugal?.
Para mim esta questão é a mais importante, porque e admitindo que o Sampaio não fez um erro (para mim fez) se o próximo governo aparecer com mais medidas populistas, sem coragem e sem estratégia, então continuamos a descer rumo ao abismo. Por isso é que digo é melhor um PSL que um novo governo guterrista, pois este Sócrates é isso mesmo um novo Guterres com “sus muchachos”.
Quero felicitar-te pelos teus artigos e dar-te os parabéns em especial por este.
Um abraço,
Gonçalo Pedro Nunes
P.S.- Pedro, tens toda a razão, o Marocas tinha que ter um presente dos seus 80 anos e o Camarada Sampaio excedeu-se a custa do Pais.
Que trabalho do governo? Que paralisia do sector público e logo (?), do sector privado? O País precisa de um projecto e não de um primeiro-ministro traumatizado com a comunicação social e com tentações caudilhistas que nem poupa alguns dos seus amiguinhos do governo (nunca teve, sequer, a dignidade de conseguir fazer uma remodelação, as 'coisas' foram-lhe saindo de trapalhada em trapalhada, nem se mostrou competente na mera gestão da distribuição de pastas). Qual o medo da coligação em quem ninguém votou? Se estão a fazer um bom trabalho certamente que ganharão a maioria absoluta, e o povinho será católico-beato e fanático do benfica, e assim até talvez o benfica consiga ganhar o campeonato! Mas a avaliar pelo autor deste blog, dinâmico (em quê?), empresariozinho (?) ou estudante, é preciso mais para que um blog mereça a insistência da minha participação. (dionísio, montijense por residência, nunca por devoção às suiniculturas).
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